Dicas

Gerenciamento da segurança da FORÇA DE TRABALHO e do AMBIENTE DE TRABALHO

A FORÇA DE TRABALHO é composta por profissionais que trabalham sob a coordenação direta da organização – por exemplo: colaboradores, funcionários, servidores, cooperados, empregados de terceiros sob a coordenação direta da organização, temporários, autônomos, comissionados, sócios, voluntários e outros.

O AMBIENTE DE TRABALHO, no contexto da Saúde, pode ser ASSISTENCIAL (ou de cuidado), que é o espaço físico onde os cuidados e serviços são prestados a pacientes externos ou internados, ou pode ser NÃO-ASSISTENCIAL, como as áreas destinadas aos departamentos administrativos ou de apoio – por exemplo: auditório, estacionamento, refeitório, lanchonete, loja de lembranças e lavanderia, dentre outros.

As atividades de atendimento hospitalar são altamente INSALUBRES e os RISCOS OCUPACIONAIS podem ser classificados em:

RISCOS ACIDENTAIS: são os que colocam em situação de perigo o trabalhador, podendo afetar sua integridade física ou moral. Por exemplo: trabalho em altura, ferramentas descalibradas, iluminação ruim e outros;

RISCOS BIOLÓGICOS: compreendem-se as exposições ocupacionais aos mais diversos agentes biológicos, geneticamente modificados ou não, tais como: vírus, bactérias e fungos, entre outros;

RISCOS ERGONÔMICOS: são aqueles que podem interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. Por exemplo: traumatismos de coluna dos profissionais da enfermagem ao realizarem o translado de pacientes de determinado lugar para outro;

RISCOS FÍSICOS: são as diferentes formas de energia às quais o trabalhador pode estar exposto, como calor, frio, radiações ionizantes e radiações não ioniozantes;

RISCOS QUÍMICOS: são as substâncias, compostos ou produtos químicos manipuladas pelos trabalhadores de forma direta ou indireta no ambiente de trabalho, em suas diversas formas de apresentação: líquida, sólida, gasosa, vapores e outras.

Por isso, visando eliminar ou reduzir a um mínimo aceitável os perigos e riscos de danos, convém que as organizações desenvolvam um programa de GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA DA FORÇA DE TRABALHO E DO AMBIENTE DE TRABALHO – e também para pacientes, acompanhantes, visitantes e fornecedores – que inclua, no mínimo, o seguinte:

EQUIPAMENTOS e TECNOLOGIA MÉDICO-HOSPITALAR: são selecionados, inspecionados, mantidos e usados de modo a reduzir riscos, e, quando necessário, atualizados ou substituídos para a continuação da operação segura e eficaz;

INFRAESTRUTURA e TECNOLOGIA: sistemas de distribuição de energia elétrica, água potável, gases (medicinais ou não) e vácuo, bem como, outros sistemas de infraestrutura (comunicação e troca de dados, ventilação, iluminação, rede de esgoto, refrigeração, elevadores etc.) são regularmente inspecionados, mantidos e, quando necessário, aprimorados para minimizar os riscos de falhas operacionais parciais ou completas;

MATERIAIS PERIGOSOS: inventariação, manipulação, armazenamento, identificação (ou rotulagem) e uso de materiais infectantes, radioativos, pressurizados, químicos e outros perigosos devem ser controlados e, se aplicável, ter alvarás, licenças ou outros requisitos regulamentares atualizados e disponíveis. Os resíduos perigosos (explosivos, inflamáveis, oxidantes, tóxicos, corrosivos etc.) devem ser adequadamente descartados e com segurança;

SITUAÇÕES DE CATÁSTROFES: resposta planejada, testada e eficaz a epidemias e desastres naturais (inundações, desmoronamento, terremoto, maremoto, erupções vulcânicas etc.) ou de outras naturezas (vazamento ou derramamento de materiais perigosos, guerras, ataque terrorista etc.) que são susceptíveis de ocorrer dentro da própria organização ou na comunidade onde está inserida;

SEGURANÇA PATRIMONIAL: proteção contra perda ou danos à propriedade (bens e mobiliários), destruição, adulteração ou acesso ou uso não autorizados, bem como, os edifícios, terrenos e equipamentos da organização não podem causar danos pessoais ou representar perigos ou riscos. Adicionalmente, ter resposta planejada, testada e eficaz em situações de evasão, invasão, porte de armas, agressão (física ou verbal) e tentativa de suicídio nas dependências da organização;

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO: prevenção, detecção precoce, supressão, redução e saída segura das instalações em resposta a incêndios e outros tipos de emergências (p. ex. fumaça, vazamento de gás tóxico etc.), em consonância com os códigos de construção e de segurança contra incêndios. Adicionalmente, os equipamentos e sistemas de detecção e redução de incêndios são inspecionados, testados e mantidos, de acordo com as recomendações dos fabricantes.

Adicionalmente, convém que as organizações incorporem também estas boas práticas, a fim de proporcionar um AMBIENTE DE TRABALHO mais seguro:

COMPLIANCE: Saber quais leis, regulamentos e outras exigências nacionais e locais são aplicáveis às todas as instalações (assistenciais ou não) e garantir a sua implementação;

CONFORTO ACÚSTICO: Assegurar a redução e controle de ruídos e de sons indesejáveis no ambiente de trabalho, criando uma sensação de paz e bem-estar;

CONFORTO TÉRMICO e VENTILAÇÃO: Disponibilizar condições de conforto em relação à temperatura, umidade e qualidade do ar, em todos os ambientes (assistenciais ou não), por exemplo, com a aplicação ventilação (natural ou artificial), climatização artificial ou exaustão mecânica (forçada), proteção solar externa (toldos, pérgulas, persianas externas, placas verticais e horizontais etc.) ou interna (persiana, cortinas película solar etc.);

DEMOLIÇÕES, REFORMAS e OBRAS: Analisar o impacto das demolições, reformas e obras (p. ex. poeira, odores, vibrações e ruídos) nas rotinas assistenciais e administrativas e manter barreiras que garantam a condição de estanqueidade;

ESPAÇOS DE CIRCULAÇÃO ACESSÍVEIS e SEM OBSTÁCULOS: Manter as áreas de circulação interna e externa (ao redor do leito, consultórios, corredores, estacionamento etc.) livres de obstáculos (equipamentos, materiais e resíduos/entulhos), a fim de que as pessoas possam caminhar e se movimentar em segurança, inclusive com apoios (andador, bengala, muleta, cadeira de rodas etc.);

ILUMINAÇÃO DO AMBIENTE: Disponibilizar condições seguras e ergonômicas de iluminação (natural ou artificial), de modo que não incomode, não interfira na visibilidade e não cause ofuscamento.
Para alcançar esse objetivo, além de um planejamento adequado para oferecer instalações seguras, funcionais e protetoras e do fornecimento de tecnologia e recursos, todos devem se esforçar para:

• Reduzir e controlar perigos e riscos;
• Evitar acidentes e lesões;
• Manter condições seguras.

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#AllanKern
#PorUmaAssistênciaMaisSegura

Fonte: Adaptado de A) JCI – JOINT COMMISSION INTERNATIONAL. Padrões de acreditação da Joint Commission International para hospitais. 6. ed. Rio de Janeiro: CBA: 2017.; B) ONA – ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO. Manual da Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde – São Paulo : Organização Nacional de Acreditação, 2018. 152 p.; 30cm. (Coleção Manual Brasileiro de Acreditação;1) Versão 2018.; C) BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras – NR – do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1978.; D) BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria no 485, de 11 de novembro de 2005. Aprova a Norma Regulamentadora no 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2005.

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